Sintomas da depressão: 10 sinais que você precisa conhecer

O humor das pessoas nunca é constante, por isso, muitas vezes pode ser difícil se atentar aos sintomas da depressão, uma vez que episódios de tristeza, desânimo e cansaço são extremamente normais e comuns em vários momentos da vida. Num primeiro momento, as principais diferenças entre a tristeza comum e a depressão são a duração dos sintomas e o quanto essa situação está afetando a vida pessoal do indivíduo. Ou seja, os prejuízos em relação à produtividade no trabalho ou estudo, nas relações pessoais, até na qualidade do sono, na disposição para realizar as atividades do dia a dia, dentre outros aspectos.
Além disso, apesar da depressão ser devidamente reconhecida como uma doença, o fato é que ela ainda carrega estigmas, sendo alvo de preconceito, o que dificulta o processo de diagnóstico e tratamento.
Principalmente quando se trata de pacientes homens, buscar ajuda especializada nos casos de transtorno mental, como a depressão, e aceitar o diagnóstico para iniciar o tratamento adequado se mostram iniciativas ainda mais difíceis.
As causas exatas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas é possível considerar que situações adversas, como problemas conjugais, financeiros, desemprego e a perda de um ente querido, por exemplo, são capazes de alterar estruturas cerebrais sensíveis a hormônios relacionados ao estresse, em especial o cortisol, o que desencadeia num desequilíbrio químico no cérebro e, consequentemente, em sintomas depressivos.
E, apesar de se tratar de uma doença mental, hoje se sabe que a depressão não é um distúrbio apenas do cérebro, mas afeta o organismo como um todo. Essa descoberta se mostrou essencial para propiciar um tratamento mais eficaz, que não se baseia somente na prescrição de antidepressivos.
A ciência vem deixando cada vez mais clara a relação entre a depressão e o desenvolvimento de outras condições, como alterações nos batimentos cardíacos, acúmulo de placas de gordura no sangue e baixa de imunidade. Ou seja, o transtorno pode ser considerado um fator de risco para uma série de outras doenças, inclusive cardíacas e aterosclerose. Daí a importância de o tratamento para a depressão também contemplar a mudança de hábitos, com um estilo de vida e alimentação saudáveis.
Em todo caso, é preciso saber identificar os sintomas característicos da doença para buscar ajuda especializada o quanto antes, uma vez que o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença para a eficácia do tratamento.
10 sinais da depressão que você precisa conhecer
Além da tristeza profunda e da perda de interesse pelas atividades que eram prazerosas, que são os principais sintomas da doença, existem outros sinais bastante comuns e pouco conhecidos, inclusive de ordem física, fazendo com que muita gente não suspeite da sua relação com o distúrbio mental. Dentre os principais sinais, estão:
- Crises de choro fácil e desproporcionais à causa;
- Fraqueza;
- Irritabilidade;
- Baixa autoestima;
- Pessimismo e falta de perspectiva;
- Comportamentos compulsivos;
- Dificuldade de se concentrar;
- Problemas ou disfunções sexuais;
- Sensação de impotência para as atividades do dia a dia;
- Dores pelo corpo (musculares, de cabeça, abdominais).
Ainda que não sejam determinantes para o diagnóstico da depressão, e cada caso apresente os seus sinais específicos, esses sintomas se mostram presentes em grande parte dos casos. E, quando há a combinação de alguns deles com a tristeza e desinteresse generalizado por um período constante de pelo menos 15 dias, pode ser um sinal de alerta para procurar ajuda.
A depressão em crianças e adolescentes
Quando a doença começa a se manifestar na infância ou na juventude, os sinais são um pouco diferentes. Por isso, os pais devem ficar sempre atentos principalmente aos aspectos comportamentais dos seus filhos, pois eles quem tomarão a iniciativa de buscar ajuda especializada, caso necessário. Os sintomas em crianças e adolescentes costumam ser:
- Queda no rendimento escolar: seja por faltas, alteração da forma e da velocidade de raciocínio, perda da capacidade de concentração, dentre outros;
- Mudança de comportamento: em vez da tristeza, geralmente se observa um humor mais irritadiço, além de alterações nos hábitos de sono, como demorar mais para dormir e ter mais pesadelos, e alimentares, como o aumento de apetite.
- Apatia e choro constante: algumas escolas se atentam aos alunos que passaram a ficar mais quietos ou isolados. Muitas vezes, o adolescente apresenta crises de choro e se queixa de não saber o que fazer.
O tratamento da depressão
No geral, esse processo é feito de forma conjunta entre um psiquiatra e um psicólogo, podendo integrar outras especialidades, como um nutricionista ou médico do sono, por exemplo. O tempo de tratamento varia caso a caso, podendo durar semanas ou mesmo anos.
Além disso, as recomendações para um estilo de vida saudável e voltar a realizar atividades prazerosas, visando combater o estresse, também devem fazer parte do processo.
Mas, ainda vale a máxima de que a prevenção é o melhor remédio. Para isso, a combinação de atividades físicas regulares, alimentação saudável, sono de qualidade e a construção de boas relações sociais e de amizade é a melhor indicação inicial.
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INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dra. Olivia Pozzolo Psiquiatra especialista em transtornos mentaisFormada pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE) e com residência em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina do ABC - FMABC.
Registro CRM-SP nº 186706.



